Os conselhos federais de medicina veterinária (CFMV) e de biologia (CFBio) estão disputando, desde 2012, qual das duas profissões teriam o direito de aplicar anestesias, analgésicos e fazer eutanásia em animais silvestres durante pesquisas de campo. O caso voltou a ganhar repercussão após uma matéria da Folha de S. Paulo abordando o tema recentemente.

(Ilutsração: Orlandeli/Folha de S. Paulo)

Por lei, o direito de trabalhar com clínica de animais é do veterinário, como regulamenta a lei de 1968. Porém, há três anos, o CFBio criou uma resolução que autoriza seus profissionais a usarem fármacos em animais silvestres, para fins de pesquisa, sem suporte de profissionais da veterinária.

Na época, de acordo com informações apurada pela Folha, o CFMV pediu à Justiça Federal a anulação da resolução, mas tiveram o pedido indeferido e até hoje a disputa entre as categorias continua.

Para Felipe Wouk, do CFMV, ações como anestesia englobam a parte clínica, que seria responsabilidade da veterinária.

“Essa resolução do conselho de biologia não pode ter validade legal. São vidas, não números. Eles acham que nada de mal pode acontecer?”, indaga Wouk.

Porém, para Luiz Eloy Pereira, vice-presidente do CFBio, a resolução do conselho não é para que os biólogos tenham o direito de fazer clínica.

“O que queremos é fazer o que sempre fizemos: anestesia de animais para coleta de amostras, como sangue por exemplo, sacrificar o animal para uma coleção biológica ou apenas colocar um rádio-colar para estudos ecológicos. Procedimentos simples”.

Agora, ambas as categorias aguardam por um posicionamento da justiça sobre qual das profissões teriam o direito de exercer campos correlatos.

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