A Associação Brasileira de Zootecnistas, doravante reconhecida pela sigla ABZ, nasceu pelo desejo de Zootecnistas em organizar o coletivo da Zootecnia em defesa dos interesses do exercício profissional em expansão e da necessidade de cuidar do processo de formação em Zootecnia ainda nos idos da década de oitenta do Século XX. Até então, embora a formação em Zootecnia em nível superior existisse desde 1996, quando se criou o primeiro curso de graduação em Zootecnia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, campus de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, não havia nenhuma entidade de classe que promovesse a congregação e a representação dos Zootecnistas perante os níveis de poder e instituições ou órgãos públicos e privados e nem mesmo perante as organizações civis ou não civis formalmente constituídas e reconhecidas existentes no território nacional à época.

Não obstante a inexistência de entidade representativa, faz-se mister destacar o início da expansão das escolas de Zootecnia pelo país, o desenvolvimento da atividade produtiva da pecuária nacional e a crescente demanda por profissionais qualificados para atuar na área de competência que hoje é reconhecida predominantemente dos Zootecnistas. Outro fato importante que merece destaque desse tempo é a regulamentação precoce da profissão de Zootecnista que se deu por meio da Lei 5.550, de 4 de dezembro de 1968, dois anos após o início do curso de graduação em Zootecnia e ainda não tendo profissionais formados na nova carreira profissional, posto que a primeira turma de Zootecnistas se formou em 13 de maio de 1970.

Todavia, em que pese tais fatos históricos importantes, foram necessários mais vinte e dois anos, desde a criação do curso e a regulamentação da profissão, respectivamente, até o surgimento da ABZ. Era início da primavera de 1988, quando em 24 de setembro, na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, em Pirassununga, estado de São Paulo, foi realizada uma assembleia articulada a priori e convocada por um grupo de Zootecnistas inquietos, abnegados e com visão de futuro em defesa da profissão que tinha por objetivo principal a criação de associação de profissionais. Na oportunidade havia poucos Zootecnistas, mas estes eram representativos de diferentes regiões e fundamentalmente das escolas de Zootecnia existentes até época. Na ocasião, foi escolhido o Zootecnista Mateus José Rodrigues Paranhos da Costa, como presidente da assembleia, o qual abriu a pauta dando boas-vindas aos presentes e em seguida, com tom fervoroso e coração cheio de emoção, discorreu sobre a importância de promover a criação da entidade representativa. O presidente foi seguido pelos demais oradores, o que levou a deliberação por unanimidade da criação da Associação Brasileira de Zootecnistas na tarde de 24 de setembro de 1988.

Uma vez criada, o primeiro passo, então, foi a elaboração e a discussão do estatuto da entidade, o que culminou com a eleição, por aclamação, da sua primeira diretoria executiva, composta por:

Presidente – Luiz Augusto Müller
Vice-Presidente – Reginério Soares de Faria
Secretário Geral – Sérgio Sanvastano
Tesoureiro – Mateus José Rodrigues Paranhos da Costa

O Conselho Fiscal Efetivo foi composto por:
Clóvis Marcello de Sá e Benevides Filho
José Paulo de Oliveira
Dagoberto Silveira da Conceição Júnior

O Conselho Fiscal Suplente teve como membros:
Isaac Maggi Kras Borges
Cristina Piazza Treu
Francisco Assis Nunes

Passado um mês da fundação, aprovação do estatuto e eleição da primeira composição de gestão e conselho fiscal da entidade realizou-se em no dia 25 de outubro de 1988 a primeira reunião da diretoria executiva da associação, na sede do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo, onde passou a funcionar a sede da ABZ. A primeira medida encaminhada pela diretoria, foi a de levar aos colegas do país a notícia da criação da associação, bem como sensibilizar a todos sobre a importância da filiação à entidade. Para isso, foi criado um folder, com informações sobre a ABZ e uma ficha de inscrição para o primeiro cadastramento de sócios da entidade.

Na sequência aos primeiros fatos históricos a ABZ passou a ter sede itinerante, redefiniu seus objetivos, ampliou suas áreas de atuação e construiu legados importantes para a Zootecnia brasileira desde sua fundação. Dentre os legados importantes registram-se:

a) A organização do coletivo de estudantes e profissionais em torno da própria ABZ como entidade de classe;

b) A defesa intransigente dos interesses dos Zootecnistas em diferentes situações, especialmente no que se refere à atuação profissional. Nesse particular ressalta-se a articulação política e a proposição dos projetos de lei para criação do Sistema de Conselhos Federal e Regionais de Zootecnia, de alteração da alínea c da Lei Federal nº: 5.550/1968; da criação do Dia do Zootecnista; processos judiciais diversos para garantir o direito nato, legal, líquido e certo de anotação de responsabilidade técnica dos Zootecnistas em diferentes áreas de atuação profissional e de manutenção da integridade e respeito à imagem institucional da Zootecnia e dos Zootecnistas como profissionais reconhecidos e formados na forma da lei;

c) A contribuição para a disseminação dos cursos de Zootecnia pelas diferentes regiões do país e para a consolidação da Zootecnia como alternativa de formação profissional disponível à sociedade;

d) A criação da reunião anual de ensino para reflexão do processo de ensino e aprendizagem em nível de graduação;

e) A construção e encaminhamento das Diretrizes Curriculares Nacionais e o assessoramento às instituições para sua implementação;

f) A criação e realização do Congresso Brasileiro de Zootecnistas, o ZOOTEC, que se caracteriza como o maior multievento da Zootecnia entre os países ibero-americanos e africanos;

g) A criação e manutenção da homepage institucional e dos canais de informação e comunicação com os sócios e sociedade em geral;

h) O estabelecimento de parcerias com entidades congêneres;

i) A criação do Fórum Nacional de Entidades de Zootecnistas para refletir e apontar diretrizes de atuação de forma colegiada e representativa das diferentes agremiações, entidades e instituições que orbitam em torno da Zootecnia;

j) A colaboração com a antiga Comissão Nacional de Ensino de Zootecnia, em diferentes gestões e períodos, vinculadas ao Conselho de Classe, para elaboração das áreas de atuação profissional do Zootecnista;

k) O estabelecimento de prêmios e outorga deles para reconhecimento de mérito dos Zootecnistas e estudantes de Zootecnia;

l) A contribuição para a inserção do Zootecnista no cenário político e de tomada de decisões em diferentes setores e instâncias do negócio da pecuária nacional;

m) O esforço para estreitar os laços e ampliar a congregação dos Zootecnistas;

n) A criação da Olimpíada Brasileira de Zootecnia;

o) O apoio institucional à realização dos Jogos Universitários de Zootecnia (JUZ);

p) O apoio institucional à Federação dos Estudantes de Zootecnia do Brasil (FEZB), hoje projeto ABZ Jovem;

q) O desenvolvimento de campanhas temáticas de valorização da profissão e de seus profissionais;

r) A construção do sonho que é possível SER ZOOTECNISTA e viver do trabalho com a Zootecnia no imaginário dos estudantes de Zootecnia e na concretude da vida dos Zootecnistas.

É, portanto, notável, as inúmeras contribuições que nossa entidade tem dado para a Zootecnia e os Zootecnistas. Cabe a você, a nós, a responsabilidade de cuidar bem dela, para juntos e unidos, dar continuidade à construção dos legados institucionais para as gerações futuras e para o bem da nossa profissão.

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