O Greenpeace, uma das maiores ONGs do mundo engajadas na luta pela proteção do meio ambiente, lançou uma campanha para chamar a atenção dos consumidores sobre a origem de carnes vendidas em supermercados. A intenção é fazer as pessoas perceberem que algumas carnes têm origem em áreas de desmatamento, como na Amazônia.

(Foto: Zé Gabriel/Greenpeace)

De acordo com informações divulgadas pelo Greenpeace, atualmente, apena três grandes frigoríficos assumiram o compromisso de não comprar bois de fazendas que têm novos desmatamentos, que usam trabalho escravo ou que estão dentro de terras indígenas. Para a organização, como a grande maioria das empresas do ramo ainda não assumiu este compromisso, diversos supermercados acabam vendendo carnes oriundas de fazendas que não possuem nenhum tipo de preocupação social ou ambiental.

“Os supermercados precisam garantir aos seus clientes que nenhum produto de suas prateleiras está custando a destruição da Amazônia”, diz um informativo da organização.

A campanha sobre a origem da carne foi lançada pouco tempo depois da divulgação de uma pesquisa do IBGE que indicou que a abertura de áreas de pastagens foi responsável por 35% do desflorestamento no Brasil entre 2000 e 2010 – com 127.200 km² de áreas desmatadas.

O Greenpeace solicitou a redes varejistas como Walmart, Carrefour e Pão de Açúcar informações sobre suas políticas de aquisição de carne bovina oriunda da Amazônia. A conclusão, segundo a organização, é de que “nenhuma delas consegue garantir que 100% da carne que comercializa é livre de crimes socioambientais”.

Frente a este cenário, a organização criou uma petição que exige, entre outras coisas, o comprometimento de empresas e dos consumidores com o desmatamento zero. Para assinar, clique aqui.

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