A pandemia mundial da Covid-19, o novo coronavírus, trouxe à tona um debate que permeia o setor agro há um bom tempo, mas que agora ganha mais força: o gerenciamento remoto de fazendas. Sobre este tema, o zootecnista e mestre em produção animal Antônio Chaker, diretor do Inttegra, deu algumas dicas que podem ajudar quem ainda tem poucas informações sobre este mercado. Entre as dicas, está a criação de protocolos de reuniões à distância para manter em dia a gestão da fazenda. As informações são do Giro do Boi.

Para Chaker, durante esta crise que vivemos hoje, o setor agro deve se sentir privilegiado.

“O produtor está sofrendo muito menos. O boi é maravilhoso conosco porque ao contrário da lojinha da esquina que vende produtos naturais, do camarada do restaurante que vende hambúrguer, nós, do boi, vamos imaginar assim: o capim continua crescendo, o boi continua ganhando peso, o milho continua crescendo, então, no final das contas, nós temos que agradecer todo dia a nossa profissão porque o impacto para nós tende a ser infinitamente menor do que os outros segmentos. E ainda nós vamos ajudar o Brasil a passar por esta crise”, ressaltou.

(Foto: Divulgação)

Na entrevista, Chaker informou como o produtor pode elaborar um programa de gestão à distância para manter sua propriedade livre do coronavírus, evitando visitas presenciais desnecessárias.

“A primeira dica é, mesmo à distância, se manter próximo analisando os indicadores. Então [algumas] perguntas que você vai fazer diariamente sobre todos os lotes: escore de fezes, altura de pastagem, consumo de suplementos, mansidão dos lotes, uma série de coisas que antes você ia ver in loco e hoje você vai perguntar para o capataz, para o peão”, introduziu o zootecnista.

Chaker afirmou que já observou diversas propriedades que, mesmo com gestores à distância, têm muitas vezes desempenhos melhores do que aquelas em que o dono reside.

“E eu vou contar – existem propriedades que tem um programa de acompanhamento de consumo de suplementos, de manejo de pastagens e condições de escore de fezes que mesmo sem a pessoa estar na fazenda, ela recebendo fotos do WhatsApp conversando três vezes ao dia com uma ata, com uma pauta bem estabelecida, ela gere muitas vezes a fazenda melhor do que o cara que está lá e não vê a fazenda através dos números. Eu tenho uma série de experiências de propriedades que o dono mora lá e elas vão pior do que propriedades que o dono vai pouco, porém recebe relatórios diários sobre tudo que está acontecendo”, revelou.

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