Recentemente a mestranda Ida Barbosa de Andrade, do programa de pós-graduação em Zootecnia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Marechal Cândido Rondon, ficou em segundo lugar em um concurso nacional exclusivo para mulheres voltado à divulgação científica. A conquista da zootecnista foi no ‘Tech Women Paper Contest’, que faz parte do evento Tech Women Summit, para que pesquisadoras das áreas de ciências, tecnologia, engenharia e matemática divulguem os resultados de suas pesquisas para a comunidade.

(Foto/Reprodução: AEN/Unioeste)

A conquista de Ida veio com o trabalho “Silagem do Terço Superior de Mandioca com e sem Inclusão de 25% de Milho Moído”, que é parte da dissertação da mestranda.

“Fiquei muito honrada, principalmente por ser um evento com público diverso onde pude mostrar um pouco da importância da Zootecnia para sociedade. Com relação a ser exclusivo para as mulheres, não só o prêmio como todo o evento, eu achei maravilhoso e especial pela valorização da mulher na ciência em diversas áreas do conhecimento”, disse Ida à Agência Estadual de Notícias. O trabalho foi orientado por Maximiliane Alavarse Zambom.

A PESQUISA

Para concorrer ao prêmio, o trabalho deveria ser sustentável. Por isso, Ida explica que a parte aérea da mandioca (folhas + ramas), os quais são resíduos agrícolas, podem ser reutilizadas na alimentação animal.

De acordo com ela, nesse caso, o terço superior da mandioca é um resíduo agrícola que pode ser utilizado na nutrição de ruminantes, sendo necessário realizar algum processamento para eliminação ou redução dos compostos cianogênicos presentes na planta que podem ser tóxicos aos animais.

A fermentação anaeróbia é um desses processos, sendo possível obter uma silagem de qualidade para alimentação dos animais, além de conservar e armazenar esse alimento por tempo indeterminado.

“Assim, com a transformação de um resíduo agrícola, pode ser utilizado para obtenção de produtos de alto valor biológico, os quais são essenciais para saúde humana, tais como leite e carne. Portanto, o ciclo é continuado pela produção dos dejetos (fezes e urina) dos animais, os quais podem ser utilizados como adubo orgânico na produção agrícola”.

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