Setor que por muitos anos teve suas áreas de atuação compostas majoritariamente por homens, o agro vem vendo, a cada dia, a ascensão feminina em diversas áreas deste vasto mercado, com participação, inclusive, de muitas zootecnistas.

Josiane Lange (Foto: Ascom/Divulgação)

Recentemente, a zootecnista Josiane Lange, gerente de pesquisas e desenvolvimento da Trouw Nutrition, falou sobre o tema. Ela exemplificou o crescimento lembrando que professores parceiros de projetos já notam o aumento da participação feminina na área, a começar pelas salas de aula.

“Mais da metade dos alunos nos cursos de Zootecnia e Ciências Agrárias já são mulheres. Também participo de muitos eventos técnicos e é visível o crescimento da presença das mulheres. Como pesquisadora e como mulher, fico muito feliz com essa realidade”.

Hoje, a empresa em que Josiane trabalha desenvolve 16 projetos de pesquisas em pecuária de corte, em parceria com universidades brasileiras. Nove destes projetos inovadores são conduzidos por mulheres. Os estudos priorizam novas tecnologias nutricionais para bovinos, atividade com expressiva presença de profissionais homens.

“Estamos fazendo a nossa parte no desenvolvimento de uma pecuária mais inovadora e tecnológica, com alta produtividade e resultados econômicos positivos para os produtores”.

Josiane Lage é formada em Zootecnia pela Universidade Federal de Viçosa (MG), na qual também realizou seu mestrado.

“Quando eu estava na graduação não priorizava seguir na área pesquisas. Mas, depois das experiências acadêmicas, tudo foi acontecendo naturalmente. Comecei a desenvolver projetos e a pensar em novas tecnologias, além de me aprofundar nos me interessavam”, conta a profissional.

Seu projeto de doutorado teve apoio da então Bellman, adquirida pela Trouw Nutrition. Dias depois de sua apresentação Josiane recebeu proposta para trabalhar na área de pesquisa e desenvolvimento. E está na empresa há mais de cinco anos.

“Fiquei muito animada porque essa foi a primeira porta que se abriu para aplicar meus conhecimentos na prática, diretamente com os produtores, aprimorando técnicas de manejo e desenvolvendo soluções inovadoras”.

Hoje, Josiane Lage desempenha sua função tanto no campo quanto no escritório, diversificando sua rotina.

“Com isso, consigo ter uma visão geral do negócio e entender as necessidades e desafios da atividade pecuária e pensar em como aplicar novas ideias e criar novos projetos. Quero que minha carreira incentive outras mulheres a participar da pecuária de corte e contribuir para o fortalecimento da cadeia de proteínas animais no Brasil”.

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