Zootecnista fala sobre preparação de animais de zoológicos para soltura

Uma iniciativa da Fundação Jardim Zoológico de Brasília (DF) está ajudando animais silvestres resgatados a voltarem para a natureza. O programa de reabilitação e soltura da instituição faz parte das prioridades adotadas para conservação de espécies. As informações são da Agência Brasília.

(Foto: Renato Araújo/Agência Brasília)

De acordo com a zootecnista Ana Raquel Gomes Faria, que cuida da alimentação dos animais resgatados, o maior desafio é quando eles são encaminhados ainda filhotes à fundação. A dificuldade, segunda a zootecnista, se dá por filhotes exigirem cuidados mais específicos para que não se acostumem com os humanos e desaprendam a viver livres.

“Esse é o nosso grande desafio, pois, dependendo do tamanho, eles podem ficar muito agarrados à gente”, explica Ana. As espécies que mais chegam ao zoológico são tamanduás, principalmente nesta época do ano, por conta do aumento de queimadas.

Para evitar apego, os servidores adotam novas técnicas, de forma a reduzir o contato direto com os animais. Eles recebem bichos de pelúcia e são estimulados a se alimentar sozinhos. Alguns, por exemplo, são soltos em um espaço controlado para fazerem caminhadas sozinhos, sendo observados de longe por uma equipe de tratadores.

QUASE SOLTOS

Antes de serem soltos, os animais resgatados passam por avaliação, para ver se estão com habilidades para procurar comida e se defender de predadores. Segundo Ana, quando os bichos chegam já adultos, o processo é mais simples. Eles recebem os cuidados necessários e são soltos o mais rápido possível.

“Quanto menos tempo o animal passar por aqui, melhor”, avalia a zootecnista. Nesses casos, a soltura fica mais fácil, uma vez que eles já têm procedência e um lugar para onde voltar.

Outro ponto avaliado antes da soltura é referente a falta de áreas de preservação disponíveis. Antes de definir um local para onde levar determinada espécie, é preciso checar se aquele indivíduo não afetará o equilíbrio do ecossistema.

Segundo o diretor-presidente do zoológico, Gerson de Oliveira Norberto, atualmente, cerca de 120 animais estão prontos para serem soltos.

“O que falta é a determinação de um lugar para que eles possam ir para a vida livre”.

Mesmo quando livre, os animais continuam acompanhados pela equipe do zoológico. A ideia é checar se os bichos estão se adaptando e conseguindo tomar as atitudes necessárias à sobrevivência.

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