A Associação Brasileira de Zootecnistas (ABZ) continua realizando um trabalho de organização de demandas da categoria para a pauta de reprodução zootécnica, setor que vem sofrendo ataques constantes em todo país. Recentemente, casos de cerceamento de direitos no Ceará, Goiás e Bahia ganharam repercussão nas redes sociais, com zootecnistas que foram acionados extrajudicialmente e judicialmente pela atuação na área, mesmo com a garantia legal da Lei 5.550/1968.

Nesta semana, a associação realizou uma reunião com entidades representativas de zootecnistas de todo o país para alinhamento de discurso e união de esforços para o fortalecimento dos pleitos da categoria.

(Foto: Dircom)

“Nosso foco foi ouvir zootecnistas da reprodução para que possamos não somente acolher as diferentes demandas, mas também como representação constituída, estabelecermos ações alinhadas para defesa do profissional zootecnista na área da reprodução. Todos nós sabemos que os zootecnistas têm sofrido muitos ataques de forma orquestrada, com tentativa de cerceamento, com intimidações, onde tentam defender a ideia de que reprodução é exclusividade clínica e, por consequência, não seria de competência de zootecnistas, quando na verdade, a reprodução é instrumento, ferramenta de produção animal, não necessariamente uma atividade privativa dos médicos veterinários”, explicou o presidente da ABZ, Marinaldo Divino Ribeiro.

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Na reunião, estiveram presentes representantes do Fórum Nacional de Coordenadores de Ensino de Zootecnia, Câmara Técnica de Zootecnia do CFMV, Comissão Nacional de Educação em Zootecnia, órgãos de apoio da ABZ, discentes e profissionais. Um dos participantes foi o zootecnista Aluísio de Alencastro Filho, um dos criadores da Perfecta Cursos, que foi intimidado no exercício pleno da profissão.

“Creio que esteja faltando as universidades mostrarem que os zootecnistas têm papel fundamental na reprodução animal. Eu tive a sorte de ter um professor, que mesmo veterinário, me mostrou o que era a reprodução. E foi dali que eu aprendi tudo que eu sei hoje. Nós temos que mostrar isso nas instituições, que nós podemos estar na reprodução, que temos capacitação e que somos indispensáveis”, avaliou. O sócio de Aluísio, zootecnista Victor Douglas Abreu do Santo, também participou do encontro.

Do encontro, os mais de 50 participantes deram encaminhamentos para as próximas ações da ABZ no setor com o apoio institucional das demais entidades representativas. Entre as iniciativas previstas, está um estudo da assessoria jurídica da ABZ para impetrar eventual ação civil pública e impedir os Conselhos Regionais de intimidarem zootecnistas que atuam na reprodução.

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