Zootecnistas Tiago Petrolli, Gregório Camargo e Angélica Pinho contam como os pais inspiraram a seguir na zootecnia

Neste Dia dos Pais, a ABZ conta a história de três zootecnistas cuja motivação principal para seguir na carreira foi justamente paternal. Abaixo, você confere um pouco do relato de Tiago Petrolli, Gregório Camargo Neto e Angélica Pinho, todos profissionais cujos pais foram a primeira inspiração para a carreira.

Osmar José Petrolli foi a inspiração de Tiago

Filho de Osmar José Petrolli, zootenicsta formado na PUC de Uruguaiana (RS), em 1983, Tiago Petrolli conta que o pai entrou na profissão quando ela ainda era pouco divulgada no meio produtivo brasileiro.

“Os desafios na época eram ainda maiores do que hoje. EU cresci ao redor da zootecnia, tive a oportunidade de conhecer o curso de Zootecnia em atividade, na PUC de Uruguaiana, em seus tempos de funcionamento, quando criança e adolescente”, relembra ele.

Tiago sempre diz que sua paixão pela profissão só não foi 100% influenciada por ele, porque sempre percebeu nele mesmo um pouco de vocação para a profissão.

“A influência exercida pelo meu pai foi tanta, que hoje também sou professor universitário na mesma universidade que meu pai trabalha e atuo exatamente na mesma área: avicultura e Nutrição Animal”, conta. “Tenho dois filhos, ainda pequenos. Só o futuro dirá se algum deles seguirá na área, mas com certeza me encheria de orgulho. Meu conselho é: nunca se esqueçam de abraçar e a agradecer sempre a seus pais, e tenham orgulho de sua profissão e do legado herdado”.

Pai de Gregório Camargo vive na memória e no dia a dia de zootecnista do filho

Além da profissão, Gregório Camargo também compartilha o nome com seu pai, que foi zootecnista e trabalhava nas propriedades rurais da família com produção de bovinos de corte. Mais uma coisa em comum: ambos se formaram na Unesp-Jaboticabal.

“Meu interesse pela Zootecnia se deu desde criança, pois sempre gostei do meio rural e frequentava as fazendas da família para lazer ou acompanhando meu pai no trabalho”, diz. “Meu pai teve influência fundamental na escolha da minha profissão, pois foi um espelho e uma admiração para mim.”

Infelizmente, o pai de Gregório não o viu concluir o curso de Zootecnia, pois faleceu quando ele tinha apenas 11 anos de idade. Porém, ele ainda vive na memória e na inspiração diária do filho.

“Eu não sou pai, mas teria muito orgulho de ter um filho zootecnista, se essa fosse a escolha dele. Já fico muito motivado de ver jovens escolhendo a área e garantindo o futuro da nossa profissão”, revela. “Pais e filhos zootecnistas mostram aptidões e gostos parecidos. Entretanto, mais importante que isso é a representatividade de sucessão familiar que é muito carente na agropecuária brasileira atual. Os jovens se afastam do meio rural e isso implica em dificuldades. Ver exemplos dessa continuidade é muito bonito”.

Angélica seguiu carreira graças ao incentivo do pai, Pedro

Angélica Pinho é filha de Pedro Adair Fagundes dos Santos, zootecnista que entrou em 1º lugar no concurso da Secretaria da Agricultura do RS e que também foi extensionista da Emater, técnico da raça Charolês, Angus e Brangus por muitos anos.

“Ele inclusive ainda continua atuando na raça Brangus e se aposentou da Secretaria da Agricultura”, destaca a filha, orgulhosa. “Minha paixão pela zootecnia começou quando passei a acompanhar ele: amava a atividade e fazia questão sempre em ir junto. Ele foi um grande incentivador e, hoje, sou professora na Unipampa”.

Angélica pede que todos, independente da profissão, valorizem seus pais e queiram sempre ter eles por perto. “Vejo que os jovens de hoje não querem ter paciência e serenidade para escutar os mais velhos, mal eles sabem que as vezes se aprende muito em uma conversa, muito mais que em qualquer universidade”, aconselha.

1 Comentário
  1. Tânia Santos 2 meses atrás

    Parabéns aos pais inspiradores!

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