O professor Mário Hamilton Villela, um dos pais da Zootecnia no Brasil, defendeu a saída da profissão do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) e falou sobre a necessidade urgente de se criar os conselhos federal e regionais da Zootecnia no país. As declarações foram dadas durante o encerramento do XXVI Congresso Brasileiro de Zootecnia (Zootec), na última sexta feira (13).

Professor Mário Hamilton Villela, um dos “pais da Zootecnia” no Brasil (Foto: Caio Budel/ABZ)

“O zootecnista é muito maltratado no CFMV. É como um filho bastardo. Uma profissão legitimada como essa não precisa participar de um conselho que não é seu e que não o valoriza”.

Villela, que participou de todos os dias do Zootec, é formado em agronomia, uma das áreas que o zootecnista também busca desassociar da profissão através do Projeto de Lei 1016/2015 (entenda aqui). Para o professor, a legitimidade do zootecnista foi concretizada nesses últimos 50 anos com a criação de mais de 100 cursos para a profissão e mais de 35 mil zootecnistas formados no Brasil.

“Há sombreamento entre todas as áreas, sem dúvidas. Mas a competência de cada profissional legitima seu lugar no mercado”.

Como forma de lutar pelos conselhos, Villela sugeriu que profissionais e estudantes se unam com forças políticas de seus estados.

“Passou da hora de cortarmos esse cordão umbilical com o CFMV. Temos que nos unis e lutar com as forças políticas de nossos estados, deputados e lideranças”.

2 Comentários
  1. Ianara Brunetto Sertoli 3 anos atrás

    Sem dúvida alguma, não queria expor minha revolta, mas é impossível depois do que eu vi e ouvi em um curso de RT alguns meses atrás, aonde o qual era destinado para veterinários e zootecnistas, mas no qual foi citado em praticamente todo o instante o médico veterinário, não tenho nada contra esta profissão, admiro muito por sinal e gostaria de ter formação nessa área também, mas ao ver em panfletos que estavam disponíveis nesta palestra aonde TUDO o que envolvia produção animal, genética e produtos de origem animal era responsabilidade toda do médico veterinário, foi impossível conter a revolta e a indignação. Todos sabem e se não sabem, estou deixando a par agora: o ZOOTECNISTA é o responsável pelo aumento e melhoria da produção e da qualidade dos produtos e serviços de origem animal, garantindo a segurança alimentar, respeitando a sustentabilidade da produção e preconizando o bem-estar da humanidade e dos animais. Não estou falando que o veterinário não pode fazer também, claro que pode, mas o que mais revoltou foi que em nenhum panfleto estava escrito que zootecnistas podem fazer isto também, que são muito mais aptos a trabalhar nesta área que um veterinário, afinal, é nosso DEVER ao formados fazermos isto. E ao irmos conversar com um dos responsáveis (que por sinal, faz parte do CRMV que rege nossa profissão também, ou seja, que deveria estar do nosso lado) para que pudessem refazer os panfletos, mostrando a necessidade e a responsabilidade do zootecnista no mercado da produção animal, ainda tivemos que escutar: “não chorem pelo leite derramado, vão atrás do que vocês podem fazer!”. Tenho certeza absoluta, que qualquer um que estivesse no nosso lugar aquele dia, iria se revoltar também, é um ABSURDO saber que existem pessoas dentro do próprio conselho que desprezam e menosprezam a nossa profissão, e o pior de tudo, estudamos 5 anos para sairmos preparados para por em prática todo o conhecimento nesta área e agrônomos e veterinários, com 5 anos saem preparados para trabalharem em suas áreas especificas e ainda GANHAM UM “BRINDE” de serem zootecnistas. É REVOLTANTE!
    “O zootecnista é muito maltratado no CFMV. É como um filho bastardo. Uma profissão legitimada como essa não precisa participar de um conselho que não é seu e que não o valoriza”. Professor Mário Hamilton Villela, um dos pais da Zootecnia no Brasil. PALMAS PARA ESTE HOMEM, É DE PESSOAS COMO VOCÊ QUE PRECISAMOS DO NOSSO LADO, MUITO OBRIGADA!

  2. Miriam Luz Giannoni 3 anos atrás

    Colaborei na formatação da grade curricular do 2º curso de Zootecnia no Brasil, na antiga Universidade Rural do Brasil, Km 47, no Rio de Janeiro. Sou veterinária com doutorado em genética. O curso de zootecnia se apoia no tripé Melhoramento genético, manejo e nutrição. Alguns cursos (e profissionais) de Agronomia e Veterinária ainda continuam como no tempo em que, por ausência de curso de Zootecnia, estas atividades eram desempenhadas por eles. Provavelmente, a disputa por estas três áreas da zootecnia tenha levado, no passado, ao antagonismo entre os agrônomos (chamados de verdureiros) e os veterinários (denominados de capa-gatos). A primeira turma de zootecnistas formada no Brasil foi em Uruguaiana/RS em 1970.

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