Um zootecnista é o líder na condução de um estudo inovador sobre a digestão do boi, buscando a redução da emissão de metano. É Eduardo Marostegan de Paula, pesquisador do Instituto de Zootecnia da Agência de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).

“Através da nutrição podemos desenvolver estratégias nutricionais para diminuir essa emissão. Uma dessas estratégias é o uso de aditivos alternativos”, afirma o zootecnista. “Através de compostos antimicrobianos conseguimos manipular os microorganismos do rúmen para produzir compostos mais desejáveis. Isso significa aumentar a produção animal e diminuir a excreção de metano”.

Principais benefícios

Além de representar um ganho nutricional, o uso desses aditivos nutricionais alternativos faz com que o animal aproveite mais a energia da dieta. Isso representa mais conversão muscular e produção de leite. “O alho, por exemplo, tem ação antioxidante. Tem estudos que mostram o potencial desse alimento na melhoria da saúde do boi”, complementa De Paula.

O uso de aditivos deve ser uma das ferramentas para melhorar os índices de emissão de metano pelo bovino. Outras estratégias também podem ser adotadas para este fim, já que não é possível zerar totalmente a emissão de metano pelos animais.

No manejo de nutrição para redução de metano, também entra o aumento de grão da dieta: o cereal melhora o desempenho dos animais e acelera a engorda. “Quanto menos tempo o boi ficar no rebanho, menos metano ao longo da vida ele vai emitir. Então essa é uma maneira de encurtar o ciclo de vida desse animal. Isso garante melhoria de qualidade de carne e uma boa ajuda para o meio ambiente”, conclui.

 

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