Dois zootecnistas que integram o Grupo de Pesquisa em Aquicultura da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) protagonizaram um estudo inédito sobre uma nova variedade de tilápia vinda da Flórida (EUA), para ser criada no Brasil. A tilápia vermelha, como é conhecida, chegou ao país em 2019, importada pela Piscicultura S3, de São Paulo. Os espécimes foram transferidos para o curso de Zootecnia da universidade e estudados pelos pesquisadores Wilson Massamitu Furuya e Valéria Rossetto Barriviera.

(Foto: reprodução/AEN)

A espécie tem grande aceitação por parte de consumidores do mundo todo por apresentar coloração avermelhada, mas ainda são poucas as informações sobre os aspectos relacionados à nutrição e alimentação do animal. As primeiras observações feitas pelos professores foram apresentadas recentemente na quinta edição do Aquaimprove, em Portugal, evento organizado pelo Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (Ciimar).

“Apresentar os nossos trabalhos na Europa foi um privilégio para nós e para a UEPG. Divulgamos as pesquisas desenvolvidas aqui para pesquisadores do mundo todo. O Brasil é pioneiro nos estudos de alimentação de tilápia. Ficamos lisonjeados pela UEPG ser a instituição escolhida para estudar essa nova variedade de tilápia no país”, destacou Wilson.

No estudo, a espécie foi observada entre dezembro de 2019 e março de 2020. Entre os pontos analisados estavam os aspectos fundamentais como o crescimento e microbioma da tilápia vermelha, além da condição da tilápia e desempenho produtivo em relação a outras espécies.

DESAFIADOR

O estudo envolveu, também, acadêmicos de Zootecnia, entre eles, a estudante Alycia Rudinik.

“Como pesquisadora foi desafiador. Trabalhei por 60 dias nesta pesquisa. São poucos estudos realizados sobre este peixe, e eu fiz o manejo das tilápias estudadas de forma a garantir os melhores resultados ao final do experimento. Após este processo, ainda apresentei um trabalho em Portugal, que foi uma experiência incrível, pois agreguei mais conhecimento e ajudei a mostrar para os profissionais estrangeiros o que estamos realizando no Brasil”.

A acadêmica Paola Aparecida Paulovski também ressalta a relevância de ter participado de um estudo deste nível e o aprendizado que obteve no processo.

“O estudo é importante pela falta de informações que se tem da linhagem vermelha no Brasil, especialmente nas fases iniciais, que foram as estudadas. Como acadêmica pesquisadora, o trabalho contribuiu para minha formação por ser uma linhagem nova no país e até então eu não tinha conhecimento do seu potencial produtivo”.

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